Fiquei boba. Quando peço para meus alunos escolherem um livro eles sempre perguntam quantas páginas ele deve ter. Agora ler tem de ser limitado pelo número de páginas... e ainda pior...eu que tenho de limitar! E limitar o pensamento deles!
o que se busca na leitura? prazer, eu diria. E vc limita o seu prazer? Bom, agora tenho de ter 20 (? páginas?) de prazer. Isso não me soa bem. Não mesmo.
O hábito de ler não deve ser limitado, assim como o prazer também não. Lemos tudo o que vemos pela frente, desde placas de lojas, anúncios estampados pelos postes, outdoors, quadrinhos, capas de jornais e muito mais. Todas essas leituras já viraram hábito para nós. O leitor, portanto, não se dá conta disso, porque já é automático. Mas pegar um livro, com "trocentas" páginas, pode parecer um desafio muito grande (porém, acredito que não é!). E esse desafio poderia ser encarado como algo prazeroso, como visualizar sua história em cada página de um livro, todo dia... e se imaginar dentro do enredo... assim fica bem mais divertido.
Um exemplo de leitura que dou é da febre dos livros da série Crepúsculo (Twilight - Stephenie Meyer)... ai que maravilha! uma coleção de livros para qualquer adolescente se apaixonar (voltei à adolescência, então!) e mergulhar na narrativa, querendo ser a Bella... querendo encontrar um Edward (aquele vampiro MARA e ultrarromântico - reforma ortográfica! - )...
Outro exemplo é de um livro (mais acadêmico, digamos assim) que li porque um professor meu disse que não podíamos morrer sem deixar de lê-lo (outro assunto que daria um post: a influência da opinião dos outros...): O castelo dos destinos Cruzados - Italo Calvino. Embora eu realmente tenha adorado o livro. A narrativa se passa em uma casa na qual as pessoas entram e ficam mudas. E o único jeito de se comunicarem é através de cartas de tarô. Loucura! porque cada personagem vai contando sua história através da carta e os outros vão interpretando do jeito que querem! Eu recomendo. E poderia recomendar vários outros títulos aqui. Mas a intenção é: leiam. E por prazer. E porque faz bem.
Pronto. acho que não posso morrer ainda, professor. Tá: já li o livro, já plantei uma árvore, já escrevi um livrinho, mas ainda não tive um filho. hehehehe
bejonacuca.