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sexta-feira, 3 de abril de 2009

ler

Fiquei boba. Quando peço para meus alunos escolherem um livro eles sempre perguntam quantas páginas ele deve ter. Agora ler tem de ser limitado pelo número de páginas... e ainda pior...eu que tenho de limitar! E limitar o pensamento deles!
o que se busca na leitura? prazer, eu diria. E vc limita o seu prazer? Bom, agora tenho de ter 20 (? páginas?) de prazer. Isso não me soa bem. Não mesmo.
O hábito de ler não deve ser limitado, assim como o prazer também não. Lemos tudo o que vemos pela frente, desde placas de lojas, anúncios estampados pelos postes, outdoors, quadrinhos, capas de jornais e muito mais. Todas essas leituras já viraram hábito para nós. O leitor, portanto, não se dá conta disso, porque já é automático. Mas pegar um livro, com "trocentas" páginas, pode parecer um desafio muito grande (porém, acredito que não é!). E esse desafio poderia ser encarado como algo prazeroso, como visualizar sua história em cada página de um livro, todo dia... e se imaginar dentro do enredo... assim fica bem mais divertido.
Um exemplo de leitura que dou é da febre dos livros da série Crepúsculo (Twilight - Stephenie Meyer)... ai que maravilha! uma coleção de livros para qualquer adolescente se apaixonar (voltei à adolescência, então!) e mergulhar na narrativa, querendo ser a Bella... querendo encontrar um Edward (aquele vampiro MARA e ultrarromântico - reforma ortográfica! - )...
Outro exemplo é de um livro (mais acadêmico, digamos assim) que li porque um professor meu disse que não podíamos morrer sem deixar de lê-lo (outro assunto que daria um post: a influência da opinião dos outros...): O castelo dos destinos Cruzados - Italo Calvino. Embora eu realmente tenha adorado o livro. A narrativa se passa em uma casa na qual as pessoas entram e ficam mudas. E o único jeito de se comunicarem é através de cartas de tarô. Loucura! porque cada personagem vai contando sua história através da carta e os outros vão interpretando do jeito que querem! Eu recomendo. E poderia recomendar vários outros títulos aqui. Mas a intenção é: leiam. E por prazer. E porque faz bem.
Pronto. acho que não posso morrer ainda, professor. Tá: já li o livro, já plantei uma árvore, já escrevi um livrinho, mas ainda não tive um filho. hehehehe

bejonacuca.